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IA na avaliação de desempenho: como o CPQD calibrou o modelo e implantou a Curva Ideal
O CPQD nasceu em 1976 como centro de pesquisa da Telebras e virou fundação de direito privado em 1998, quando o setor de telecomunicações foi privatizado. Hoje são 885 pessoas colaboradoras no campus de Campinas, 64 delas em posição de liderança, tocando o que a própria organização descreve como o maior programa de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias da informação e comunicação da América Latina. O ciclo de avaliação é o que sustenta as decisões de promoção, sucessão e mérito, e o problema aparece quando o resultado chega e a distribuição de talentos não se parece com a empresa que as lideranças conhecem por dentro. O reflexo comum é mexer no formulário, embora o desvio quase nunca esteja ali: ele vem do modelo por trás da nota. Foi nesse modelo que o CPQD mexeu, corrigindo quatro fontes de distorção até a distribuição de talentos voltar a se parecer com a empresa.
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Como a BRK Ambiental desenvolve o engajamento no setor de saneamento básico
A BRK é uma das maiores companhias privadas de saneamento do país, com mais de 6.000 funcionários distribuídos em 21 concessões e parcerias público-privadas em todas as regiões do Brasil. Em uma operação dessa dimensão, o trabalho acontece onde o serviço essencial é prestado: nas estações de tratamento, nas redes de distribuição e coleta, em campo, nas comunidades atendidas e em atividades que funcionam 24 horas por dia. São equipes presentes em centenas de localidades, muitas vezes separadas por longas distâncias geográficas, mas conectadas por um mesmo propósito. Tradicionalmente, pesquisas de clima e engajamento são realizadas uma vez por ano, com resultados disponibilizados meses depois. Na BRK, a escolha foi seguir um caminho diferente: construir uma escuta contínua, apoiada por um programa próprio de engajamento, capaz de acompanhar de forma mais próxima a experiência dos funcionários ao longo do tempo. Implementar esse modelo em uma operação distribuída por mais de uma centena de municípios exigiu muito mais do que aumentar a frequência das pesquisas. Foi necessário repensar a forma de ouvir as pessoas, gerar confiança no processo, transformar dados em ações e criar conexão entre equipes que vivem realidades bastante distintas.
Da pesquisa anual ao programa de engajamento: o case de duas cooperativas do Sicredi
A maioria das empresas mede clima uma vez por ano, recebe um relatório com a média da companhia e só descobre o que estava errado quando o problema já custou gente. Em uma rede distribuída, essa média engana: um índice de 78 pode esconder uma unidade em 92 e outra em 61, e é na de 61 que as pessoas estão saindo. A Ouro Verde e a Araxingu, cooperativas do Sicredi, pararam de tratar clima como um retrato anual e montaram um programa de engajamento contínuo, com leitura por unidade e plano de ação na mão de cada líder. Nesta conversa, quem conduziu a mudança por dentro contou como foi na prática: o que funcionou, o que deu trabalho e o que faria diferente.
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